Para quem é
- Controllers e CFOs de hedge funds e de fundos de private equity e venture capital tributados como sociedades de pessoas dos EUA
- Fundos que conciliam os extratos de capital dos investidores com o item L do Schedule K-1
- Fundos que alocam ganhos entre subscrições, transferências e resgates
Não abordado aqui
- Regras fiscais estaduais ou informes de sociedades de pessoas no Canadá
- Cálculos do custo-base externo dos investidores e opções da seção 754
- Redação de contratos de sociedade ou cálculo do imposto dos investidores sobre carried interest
Por que o capital fiscal do K-1 difere do capital contábil e do NAV?
O capital fiscal do K-1 e o capital pelo NAV medem coisas diferentes. O item L usa um registro das operações pelo critério fiscal, enquanto o extrato de NAV do administrador pode refletir o valor atual dos investimentos, despesas provisionadas e alocações de incentivo.
Compare três registros: o saldo contábil do administrador não é automaticamente a conta de capital contábil que as regras fiscais exigem.
| Registro | O que mede | Por que pode ser diferente |
|---|---|---|
| Capital pelo NAV do administrador | A parte do investidor no valor patrimonial líquido do fundo, conforme as políticas contábeis e de alocação do fundo | Inclui as avaliações dos investimentos e as provisões contábeis |
| Capital contábil da seção 704(b) | O capital econômico do sócio pelas regras federais de conta de capital | Reavaliações permitidas refletem o valor justo de mercado; os ajustes exigidos pelas normas podem diferir dos relatórios financeiros |
| Capital fiscal do item L do K-1 | Aportes, renda ou perda alocada, distribuições e outros ajustes, usando valores fiscais | Usa o custo-base fiscal, e não o valor de mercado, para os bens, e exclui meras valorizações |
As instruções do Form 1065, item L, exigem o método transacional pelo critério fiscal quando o item L precisa ser preenchido. As normas sobre capital contábil regem o registro econômico separado.
Um book-up registra um aumento permitido do valor de um investimento sem uma venda tributável. Admissões e resgates podem justificar reavaliações. Fundos cujos bens que não são caixa sejam substancialmente todos instrumentos financeiros facilmente negociáveis também podem reavaliar conforme as práticas contábeis geralmente aceitas do setor (seção 1.704-1(b)(2)(iv)(f)(5)). Quando uma reavaliação cria uma diferença entre o valor contábil e o custo-base fiscal, o fundo deve preservar essa diferença por meio de alocações reversas da seção 704(c). Essas regras foram feitas para impedir que ganhos obtidos antes da entrada de um investidor sejam transferidos a ele quando o fundo os realizar depois, embora os limites do método escolhido possam deixar diferenças. Valores mobiliários aportados com ganhos ou perdas anteriores têm o seu próprio registro da seção 704(c) (seção 1.704-3(a)).
Taxas e alocações de incentivo também precisam de lançamentos de conciliação próprios. Uma provisão contábil pode vir antes do reconhecimento fiscal, e uma redução do capital fiscal nem sempre significa que o investidor tem uma despesa dedutível. O item L inclui gastos não dedutíveis que não são de capital. Não some de volta automaticamente toda despesa classificada como não dedutível (instruções do item L).
Uma posição não vendida nem sempre fica sem tributação. Contratos da seção 1256, como futuros regulados, em geral reconhecem os ganhos de mercado no fim do ano sem necessidade de opção (seção 1256(a)). A opção de trader da seção 475(f) também reconhece os ganhos de mercado nas posições abrangidas. A sociedade de pessoas entrega a declaração da opção até a data de vencimento sem prorrogação da declaração do ano anterior; as regras para contribuintes novos são diferentes (instruções do Form 1065). Veja o primeiro ano fiscal de um hedge fund novo.
Qual número está certo, e o que devemos conciliar antes de enviar os K-1?
O NAV e o capital fiscal podem estar ambos certos para as suas finalidades. Antes de emitir os K-1, concilie cada investidor separadamente; totais do fundo que batem podem esconder ganhos atribuídos ao sócio errado.
Comece pelo saldo inicial e depois explique cada variação até o capital final:
- Confirme as contas iniciais. Amarre o capital fiscal ao K-1 anterior e identifique transferências ou erros anteriores. Mantenha ao lado o NAV inicial do administrador e o capital contábil exigido pelas normas.
- Confira as movimentações de caixa e de bens. Verifique as datas de subscrição, transferência e resgate. Nas movimentações de bens, compare o valor contábil, o custo-base fiscal e os ajustes de passivos. Para ganho ou perda embutido em bens aportados, confira o item M do K-1 e anexe a declaração exigida.
- Faça a ponte entre renda e despesas. Separe os ganhos fiscais realizados, as avaliações não realizadas, os itens de marcação a mercado reconhecidos para fins fiscais, o momento das despesas e as alocações de incentivo.
- Leve adiante as diferenças de alocação. Amarre as diferenças de bens aportados e de reavaliação de cada investidor ao método de alocação adotado. Um único ajuste de fim de ano que força os totais a baterem não mostra a qual investidor pertence o ganho restante.
- Amarre a declaração. Verifique o item L e concilie o capital fiscal total com o Schedule M-2, quando exigido; explique as diferenças em relação ao capital do Schedule L pelo critério fiscal. Amarre o ganho ou a perda líquida não reconhecida da seção 704(c) de cada investidor, no início e no fim do ano, incluindo as reavaliações, ao item N do K-1 (K-1 atual, Part II; instruções dos itens M e N).
Essas verificações seguem as instruções do item L e do Schedule M-2. Um ajuste de custo-base específico do sócio pela seção 743(b) fica fora do capital fiscal do item L; mantenha-o identificado separadamente na ponte.
Reúna as cláusulas de alocação e de distribuição do contrato de sociedade, as alterações, os extratos de capital mensais, as datas das operações, os K-1 anteriores, os registros de custo-base fiscal dos investimentos, as camadas da seção 704(c) e os cálculos de incentivo. Inclua as escolhas de método por escrito e qualquer autorização anterior de agregação de bens aportados. Para ajuda na conciliação dessas contas e na preparação das declarações e dos K-1 do fundo, veja serviços fiscais e contábeis para hedge funds.
O custo-base externo do investidor é um registro separado, mantido pelo próprio investidor; veja como as sociedades de pessoas são tributadas.
Por que o capital fiscal de um investidor é negativo quando o extrato dele é positivo?
O capital fiscal negativo pode surgir quando as perdas alocadas e as distribuições superam os aportes e a renda alocada. Mesmo assim, o NAV positivo pode refletir valorização não realizada. Um saque parcial pelo NAV reduz o item L pelo valor total do saque em dinheiro, incluindo a valorização não reconhecida para fins fiscais (instruções do item L). A seção sobre alocação de ajuste (fill-up), abaixo, trata do resgate total.
Um saldo negativo no item L, por si só, não prova um erro, uma perda dedutível nem uma distribuição tributável. O capital fiscal exclui a parte do investidor nos passivos da sociedade e pode diferir do custo-base externo por causa de ajustes específicos do sócio (instruções do K-1 para o sócio, item L).
Confira o capital fiscal inicial do investidor, as perdas realizadas, os saques em dinheiro, as movimentações de bens e as diferenças contábil-fiscais restantes. Não substitua um saldo fiscal negativo pelo NAV só para que o extrato pareça coerente.
Como alocar ganhos quando investidores entram e saem todo mês?
Controle os ganhos acumulados antes de uma entrada ou saída para os investidores que estavam no fundo naquele momento. Reavaliações permitidas criam diferenças alocadas ativo por ativo (em camadas, ou layering) ou, se o fundo for elegível, de forma agregada; os limites do método podem deixar diferenças.
A seção 1.706-4 exclui as alocações contábeis da seção 704(c), da seção 704(c) reversa e de reavaliações. Já os itens de nível inferior de um feeder ou de um fundo de fundos seguem as regras de atribuição diária da seção 706(d)(3) (seção 1.706-4(a)(2)).
Para os demais itens fiscais, o fechamento intermediário (interim closing) é, em geral, o padrão. O rateio proporcional e os fechamentos mensais regulares exigem acordo; extratos mensais não substituem os fechamentos fiscais exigidos pela convenção escolhida. Itens extraordinários, em geral, seguem a propriedade no momento em que ocorrem. Guarde as escolhas de método e de convenção, datadas e por escrito, feitas por todos os sócios ou por uma pessoa autorizada até a data de vencimento da declaração, incluindo prorrogações. Veja venda ou resgate de uma participação em fundo para essas escolhas de momento separadas.
Para ganhos embutidos nos investimentos no momento de uma reavaliação, compare estas abordagens:
| Abordagem | O que o fundo controla | Principal limite |
|---|---|---|
| Camadas ativo por ativo | O custo-base fiscal, o valor contábil e as sucessivas diferenças de reavaliação de cada ativo, atribuídos aos sócios | Em geral, exige registros separados para cada bem e para cada reavaliação relevante |
| Método agregado da seção 704(c) reversa | As diferenças contábil-fiscais de cada sócio no conjunto dos ativos financeiros qualificados | Disponível pelas regras de sociedades de valores mobiliários, pela Rev. Proc. 2007-59 ou com autorização do IRS; não abrange automaticamente os ganhos de bens aportados |
O padrão é o tratamento bem por bem. A via das sociedades de valores mobiliários permite a agregação das diferenças de reavaliação pela seção 1.704-3(e)(3).
Os regulamentos descrevem a compensação parcial (partial netting), que aloca separadamente os ganhos fiscais e as perdas fiscais agregados, e a compensação total (full netting), que aloca o valor líquido deles. As duas buscam reduzir as diferenças contábil-fiscais de cada sócio. As duas devem preservar a natureza fiscal e outros atributos, incluindo o tratamento aplicável de carried interest. A agregação não transforma todos os ganhos em um único item fiscal intercambiável.
O nosso fundo pode usar o método agregado da seção 704(c)?
Um fundo privado pode se qualificar pela via de sociedade de investimento do regulamento ou pela Rev. Proc. 2007-59; a autorização do IRS também pode permitir a agregação. Ser chamado de hedge fund não comprova a elegibilidade. Para a via do regulamento, confira:
| Condição | O que verificar |
|---|---|
| Composição dos ativos | Em cada reapresentação das contas de capital, os ativos financeiros qualificados devem ser pelo menos 90% do valor justo de mercado dos ativos que não são caixa |
| Ativos qualificados | Na via de sociedade de investimento, ativos financeiros qualificados são bens móveis negociados ativamente, incluindo ações |
| Alocações contábeis | As alocações seguem o capital contábil relativo, exceto alocações especiais razoáveis por serviços de gestão ou de consultoria de investimentos |
| Reavaliações | No fim do primeiro ano de adoção, o fundo deve razoavelmente esperar reavaliar pelo menos uma vez por ano |
| Consistência | A mesma abordagem agregada vale para todos os ativos financeiros qualificados em todos os anos em que o fundo se qualificar |
Essas condições vêm da seção 1.704-3(e)(3)(i)–(iii). O caixa fica fora do denominador do teste de ativos. Nessa via do regulamento, uma participação em sociedade de pessoas não é, por si mesma, um ativo financeiro qualificado, embora se apliquem regras de transparência (look-through) a outra sociedade de valores mobiliários.
A via de management company exige que a própria sociedade do fundo seja registrada na SEC como management company pelo Investment Company Act. O registro do consultor na SEC não qualifica o fundo.
A Rev. Proc. 2007-59, seções 3–4, amplia os ativos qualificados para incluir cotas de sociedades negociadas em bolsa, alguns instrumentos financeiros não negociados e participações qualificadas em fundos pequenos. Ela exige alocações contábeis proporcionais, com a exceção para serviços, o teste de 90% dos ativos que não são caixa e a expectativa, no ano de adoção, de pelo menos quatro reavaliações por ano.
No início de cada ano, o fundo deve razoavelmente esperar ter pelo menos 10 sócios não relacionados durante todo o ano e 200 operações que somem pelo menos 50% dos ativos contábeis iniciais, incluindo o caixa.
Participações pequenas de nível inferior exigem menos de 10% do capital e dos lucros, menos de 5% dos ativos contábeis iniciais do nível superior, incluindo o caixa, nenhuma participação ativa ou relevante na gestão e a declaração da sociedade de nível inferior de que ela se qualifica.
A mesma abordagem agregada continua nos anos em que o fundo se qualifica, com exclusões permitidas limitadas a 30% dos ativos contábeis que não são caixa no momento da aquisição dos ativos. As regras antiabuso continuam valendo; a seção 1.704-3(e)(4) também permite alternativas aprovadas pelo IRS.
Guarde as avaliações e o cálculo do teste de ativos em cada reapresentação, os saldos contábeis e fiscais dos sócios, os históricos de reavaliação, os ganhos e as perdas fiscais por natureza e o método adotado. Posições não negociadas de private equity ou venture capital, em geral, exigem registros separados por ativo. Se o fundo perder a elegibilidade pela via adotada, as alocações reversas posteriores passam a ser ativo por ativo; as diferenças de reavaliação agregadas antes não precisam ser desagregadas (seção 1.704-3(e)(3)(vii); Rev. Proc. 2007-59, seção 4.02).
Valores mobiliários aportados precisam de uma verificação separada. A autorização normal de agregação cobre as diferenças da seção 704(c) reversa, não todo ganho embutido nos valores mobiliários que um investidor aporta. A Rev. Proc. 2001-36, seções 3–4, concede autorização automática apenas a estruturas master-feeder qualificadas, com condições detalhadas, incluindo feeders que sejam regulated investment companies oferecidas ao público e uma carteira master registrada. Outras sociedades de valores mobiliários podem precisar de uma autorização (ruling) do IRS. Uma estrutura master-feeder privada não é elegível automaticamente.
Perdas embutidas em bens aportados ficam reservadas a quem os aportou. Distribuir um valor mobiliário aportado a outro investidor em até sete anos pode gerar ganho ou perda para quem o aportou, pela seção 704(c)(1)(B)–(C). Distribuir outros bens a quem fez o aporte pode acionar a seção 737; revise os resgates em espécie em venda ou resgate de uma participação em fundo.
Podemos fazer uma alocação de ajuste (fill-up) quando um investidor resgata tudo?
Talvez, se os ganhos fiscais disponíveis, o contrato de sociedade e as regras federais de alocação a sustentarem. Os regulamentos da seção 704(c) não preveem nenhum safe harbor específico para alocação de ajuste no resgate; a valorização não realizada, por si só, não dá essa permissão.
Uma alocação de ajuste proposta atribui o ganho fiscal disponível ao investidor que está saindo, para reduzir a diferença contábil-fiscal dele. O contrato de sociedade não se sobrepõe aos critérios de alocação da seção 704(b) e (c) nem às regras de mudança de participação da seção 1.706-4.
Antes de usar a alocação, identifique a diferença contábil-fiscal do investidor, os itens fiscais realmente disponíveis e a natureza deles, as datas de realização, a data do resgate e as cláusulas do contrato. Teste se a alocação se encaixa no método adotado pelo fundo e no acordo econômico, incluindo a regra antiabuso da seção 704(c). Um método de alocação não é razoável se a reavaliação e as alocações fiscais forem feitas para transferir ganhos ou perdas embutidos entre os sócios de modo a reduzir substancialmente o valor presente do imposto total deles. Um ganho de NAV não realizado, por si só, não fornece ganho realizado do fundo para alocar, e reduzir a diferença do investidor que sai pode mudar o que sobra para os investidores que ficam.
As consequências da seção 754 e dos ajustes de custo-base estão em venda ou resgate de uma participação em fundo.
O que devemos verificar quando a cascata de distribuição e as alocações fiscais divergem?
A cascata de distribuição (waterfall) determina a ordem e o valor das distribuições pelo contrato. As alocações fiscais devem refletir o acordo econômico entre os sócios e as regras fiscais aplicáveis; não precisam corresponder às distribuições em dinheiro item por item.
Em um fundo de private equity ou venture capital, leia juntas as cláusulas da cascata e de alocação. Verifique como a devolução de capital, o retorno preferencial, as distribuições de recomposição (catch-up) e o carry afetam o capital contábil econômico. Depois, aplique os ajustes de bens aportados e de reavaliação para determinar as alocações fiscais.
Pela seção 704(b), uma alocação sem efeito econômico substancial é determinada pela participação do sócio na sociedade, considerando os fatos. O teste de efeito econômico, em geral, exige contas de capital contábil mantidas corretamente para determinar as distribuições na liquidação, com obrigação de recompor déficits de capital; também existem testes alternativos (seção 1.704-1(b)).
Se o contrato calcula as alocações para chegar aos saldos implícitos na cascata, documente como esses cálculos cumprem o critério de alocação aplicável. Nem uma planilha da cascata nem um capital fiscal positivo no K-1, por si sós, comprovam esse resultado. Podem ser necessárias tanto a interpretação jurídica do contrato quanto o teste fiscal das suas alocações.
Como uma alocação de incentivo ou o carry muda o capital fiscal?
Uma alocação válida de renda ou ganho fiscal ao general partner aumenta o capital fiscal desse sócio. Verifique se os limited partners recebem uma renda fiscal correspondentemente menor. Em geral, os investidores pagam imposto sobre a renda alocada a eles (seção 701).
Um cálculo de incentivo baseado na valorização não realizada do NAV pode mudar o capital contábil econômico antes que exista a renda fiscal correspondente. Controle as diferenças contábil-fiscais restantes do general partner e dos limited partners, em vez de copiar o valor de incentivo do administrador diretamente para a renda fiscal (regras de capital contábil; regras de alocação contábil-fiscal).
Distinga uma alocação de lucros de uma taxa de administração ou de um pagamento garantido. Uma alocação somada a uma distribuição relacionada por serviços, incluindo alguns acordos de renúncia de taxa (fee waiver), pode ser uma taxa disfarçada pela seção 707(a)(2)(A). Para serviços prestados após 4 de julho de 2025, a lei se aplica sem esperar regulamentos; revise o acordo real. Um pagamento garantido não é uma parte comum do lucro da sociedade, e as instruções do Schedule M-2 exigem retirar da conciliação de capital a renda de pagamentos garantidos quando ela estiver incluída no valor de renda inicial.
O tratamento fiscal do carried interest do general partner é abordado em a regra dos três anos do carried interest.
Exemplo
Valores ilustrativos em dólares americanos. Suponha que não haja taxas, alocações de incentivo, distribuições, passivos nem tratamento fiscal de marcação a mercado, e que todos os ganhos indicados pertençam a este limited partner.
Um limited partner aporta US$1.000.000 em janeiro. Em dezembro, o ganho realizado alocado ao sócio é de US$100.000 e a valorização não realizada alocada a ele é de US$200.000.
| Registro de capital do sócio | Cálculo | Saldo final |
|---|---|---|
| Capital pelo NAV | Aporte de US$1.000.000 mais valorização total de US$300.000 | US$1.300.000 |
| Capital fiscal do K-1 | Aporte de US$1.000.000 mais ganho fiscal de US$100.000 | US$1.100.000 |
| Diferença | Valorização ainda não reconhecida para fins fiscais | US$200.000 |
A diferença se explica pela valorização não realizada, não por um ganho que faltou no K-1.
Após o fim do ano, um segundo investidor aporta US$1.300.000. Suponha que a valorização restante de US$200.000 esteja em um único investimento não depreciável, sem outras diferenças contábil-fiscais nem operações. O fundo faz uma reavaliação permitida na admissão e usa o método tradicional da seção 704(c) reversa, ativo por ativo. Os dois investidores têm agora US$1.300.000 de capital contábil; o capital fiscal deles é de US$1.100.000 e US$1.300.000, respectivamente.
Uma venda imediata pelo valor reavaliado gera US$200.000 de ganho fiscal e nenhum ganho contábil. Com essas premissas, o investidor mais antigo recebe todo esse ganho fiscal, o que eleva o capital fiscal dele para US$1.300.000; o novo investidor não recebe nada. O registro de reavaliação do investidor mais antigo sobe US$200.000 na admissão e zera na venda. O item N informa os valores não reconhecidos no início e no fim de cada ano; por isso, uma admissão e uma venda no mesmo ano não deixam nada no fim do ano. Capital contábil igual não divide igualmente a valorização anterior à admissão (seção 1.704-3(a)(6)(i) e (b)(1); instruções do item L).
O seu caso é diferente?
- O seu fundo está começando o primeiro ano: estabeleça os registros iniciais e as opções conforme o primeiro ano fiscal de um hedge fund novo.
- Você precisa do custo-base externo dos investidores ou dos limites de perdas: veja como as sociedades de pessoas são tributadas.
- Um investidor vendeu ou resgatou a participação: veja venda ou resgate de uma participação em fundo.
- O general partner precisa declarar o carry: veja a regra dos três anos do carried interest.
- Os K-1 já foram enviados com erros: use como corrigir uma declaração empresarial já entregue para definir o caminho da correção. Um fundo sujeito às regras centralizadas de auditoria, em geral, usa um pedido de ajuste administrativo (AAR), e não K-1 retificados. Transferir ganho entre investidores pode gerar uma insuficiência de pagamento imputada (imputed underpayment), porque as reduções de alocação são desconsideradas. Em geral, quem paga é o fundo, até a data de entrega do AAR, salvo se ele repassar os ajustes aos investidores do ano revisado (seções 6225(b)(2) e 6227(b)). Quem assina o AAR é o representante da sociedade (partnership representative) do ano revisado, ou a pessoa física designada; para o repasse, entregue os Forms 8985 e 8986 junto com o AAR e forneça os Forms 8986 até a data de entrega do AAR (instruções do IRS sobre o AAR). Um K-1 incorreto também pode custar ao fundo $340 por demonstrativo, valor reduzido para $60 se a correção for feita em até 30 dias após a data exigida de fornecimento, ou para $130 se for feita depois disso até 1º de agosto do ano do prazo. As regras de causa razoável e de descaso intencional também se aplicam (seção 6722; valores das multas).
- Uma conciliação inacabada atrasa os K-1: veja como enviar os formulários fiscais do fundo no prazo.
- Você precisa definir quem responde pelas contas de capital: veja administrador do fundo ou escritório de contabilidade.
- Os seus registros têm lacunas, capital negativo, uma alocação de ajuste ou divergência com a cascata: os serviços fiscais e contábeis para hedge funds podem ajudar a conciliar as contas e revisar as alocações junto com o seu administrador. Traga o contrato, os extratos mensais, os K-1 anteriores, as datas das operações e os registros da seção 704(c).
Valores nesta página
| Indicador | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Prazo da declaração da opção da seção 475(f) para sociedade de pessoas já existente A sociedade de pessoas entrega uma declaração anexada a essa declaração ou ao pedido de prorrogação. Contribuintes novos têm uma regra separada. | A data de vencimento sem prorrogação da declaração do ano anterior | IRS: instruções do Form 1065, métodos contábeis Verificado |
| Prazo para guardar a escolha do método de participação variável A sociedade de pessoas deve manter, junto com seus livros e registros, uma escolha por escrito e datada, feita por todos os sócios ou por uma pessoa autorizada. | A data de vencimento da declaração, incluindo prorrogações | eCFR: seção 1.706-4(f) Verificado |
| Percentual mínimo de ativos financeiros qualificados para sociedade de investimento Medido em relação ao valor justo de mercado dos ativos que não são dinheiro em cada data de reavaliação das contas de capital; outras condições de sociedade de valores mobiliários também se aplicam. | 90% | eCFR: 26 CFR 1.704-3(e)(3)(iii)(B)(2)(i) Verificado |
| Mínimo esperado de reavaliações anuais na agregação ampliada Expectativa testada no fim do primeiro ano de adoção. | Quatro | IRS: Rev. Proc. 2007-59, seções 3–4 Verificado |
| Mínimo esperado de sócios não relacionados na agregação ampliada No primeiro dia de cada ano, a sociedade deve esperar razoavelmente ter pelo menos este número de sócios não relacionados durante todo o ano; o vínculo segue as seções 267(b) ou 707(b). | 10 | IRS: Rev. Proc. 2007-59, seções 3–4 Verificado |
| Mínimo esperado de operações anuais com ativos qualificados na agregação ampliada Expectativa razoável no primeiro dia de cada ano; a condição de valor das operações também se aplica. | 200 | IRS: Rev. Proc. 2007-59, seções 3–4 Verificado |
| Valor mínimo esperado de operações em relação aos ativos contábeis de abertura Valor anual de operações com ativos qualificados, comparado com os ativos contábeis, incluindo caixa, no primeiro dia do ano fiscal. | 50% | IRS: Rev. Proc. 2007-59, seções 3–4 Verificado |
| Limite superior de uma participação pequena qualificada em sociedade de nível inferior A participação deve ser menor que este percentual do capital e dos lucros da sociedade de nível inferior; condições de declaração, percentual de ativos e não participação também se aplicam. | 10% | IRS: Rev. Proc. 2007-59, seções 3–4 Verificado |
| Limite de ativos da sociedade de nível superior para uma participação pequena qualificada em sociedade de nível inferior A participação deve ser menor que este percentual do total de ativos contábeis da sociedade de nível superior, incluindo caixa, no primeiro dia do ano. | 5% | IRS: Rev. Proc. 2007-59, seções 3–4 Verificado |
| Máximo de ativos qualificados excluídos da agregação ampliada Medido em conjunto em relação aos ativos contábeis que não são dinheiro sempre que um ativo financeiro qualificado excluído é adquirido. | 30% | IRS: Rev. Proc. 2007-59, seções 3–4 Verificado |
| Prazo de reconhecimento em distribuição de bem contribuído Uma distribuição a um sócio que não seja quem contribuiu o bem, dentro deste prazo, pode gerar ganho ou perda pela seção 704(c)(1)(B). | Sete anos | US Code: seção 704(c)(1)(B) Verificado |
| Data de corte de vigência da regra alterada sobre taxas disfarçadas (disguised fees) A seção 707(a)(2) alterada se aplica a serviços prestados e bens transferidos após esta data; não cria presunção para transações anteriores. | 4 de julho de 2025 | US Code: seção 707, data de vigência da alteração de 2025 Verificado |
| Prazo para pagamento do AAR e para os informes de repasse (push-out) Sem repasse (push-out), a sociedade paga o imputed underpayment e os juros ou multas aplicáveis ao entregar o AAR. Com repasse, a sociedade entrega os Forms 8985 e 8986 junto com o AAR e fornece os Forms 8986 aos sócios na data de entrega do AAR. Quem assina é o representante da sociedade (partnership representative) ou a pessoa física designada do ano revisado. | A data de entrega do AAR | IRS: como entregar um pedido de ajuste administrativo (AAR) de sociedade de pessoas no regime BBA Verificado |
| Multa por declaração informativa ou comprovante ao beneficiário com vencimento em 2027, corrigido depois de 1 de agosto ou não corrigido Vale separadamente para uma declaração e para um informe ao beneficiário; os formulários dos pagamentos de 2026 vencem em 2027 | $340 Ano fiscal 2027 | IRS: Revenue Procedure 2025-32 Verificado |
| Multa por declaração informativa ou comprovante ao beneficiário com vencimento em 2027, corrigido em até 30 dias Vale separadamente para uma declaração e para um informe ao beneficiário; os formulários dos pagamentos de 2026 vencem em 2027 | $60 Ano fiscal 2027 | IRS: Revenue Procedure 2025-32 Verificado |
| Prazo de correção antecipada com multa reduzida para informes aos sócios Após a data exigida de fornecimento, incluindo uma prorrogação válida da declaração. | 30 dias | US Code: 26 USC 6722(b)(1) Verificado |
| Multa por declaração informativa ou comprovante ao beneficiário com vencimento em 2027, corrigido depois de 30 dias e até 1 de agosto Vale separadamente para uma declaração e para um informe ao beneficiário; a tabela do IRS indica 1 de agosto de 2026, mas as seções 6721(b)(2) e 6722(b)(2) fixam o corte no ano do vencimento | $130 Ano fiscal 2027 | IRS: Revenue Procedure 2025-32 Verificado |
| Data de corte da correção na faixa intermediária para informes ao beneficiário Do ano-calendário em que cai a data prevista de fornecimento; a faixa intermediária exige correção com mais de 30 dias de atraso. | 1º de agosto | US Code: 26 USC 6722(b)(2) Verificado |
Fontes primárias
- IRS: instruções do Form 1065, item L e Schedule M-2
- IRS: instruções do Schedule K-1 para o sócio, item L
- US Code: seção 704, alocações aos sócios
- eCFR: seção 1.704-1, capital contábil e efeito econômico
- eCFR: seção 1.704-3, bens aportados e agregação em sociedades de valores mobiliários
- eCFR: seção 1.706-4, mudanças nas participações dos sócios
- IRS: Rev. Proc. 2001-36, agregação de valores mobiliários aportados
- IRS: Rev. Proc. 2025-32, seção 4.58, multas sobre demonstrativos aos beneficiários
- IRS: Rev. Proc. 2007-59, agregação ampliada de alocações reversas
- IRS: Schedule K-1 (Form 1065), itens L, M e N
- US Code: seção 701, os sócios pagam o imposto de renda
- US Code: seção 706, alocações de sociedades de nível inferior
- US Code: seção 707, pagamentos por serviços disfarçados
- US Code: seção 1256, vendas presumidas no fim do ano
- US Code: seção 6225, insuficiências de pagamento por realocação
- US Code: seção 6227, pedidos de ajuste administrativo
- US Code: seção 6722, prazos de correção de demonstrativos aos beneficiários
- IRS: opção de repasse (push-out) no AAR, signatário e requisitos de entrega
Sobre este guia
Traduzido do guia em inglês · Leia o original em inglês
Explica as regras gerais do ano fiscal indicado. Não é aconselhamento para a sua situação.
Alterações no original em inglês
- : Primeira publicação.